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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Lesbiinae
 Reichenbach, 1853
Espécie: L. ornatus

Nome Científico

Lophornis ornatus
(Boddaert, 1783)

Nome em Inglês

Tufted Coquette


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Beija-flor-de-leque-canela

O beija-flor-de-leque-canela é uma ave apodiforme da família Trochilidae.

Também conhecido como tufinho-vermelho.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) lophos = crista, topete; e ornis = pássaro; e do (latim) ornatos = ornado, com ornamento, enfeitado. ⇒ Pássaro com topete enfeitado.

Características

Macho com fronte e garganta formando um escudo verde-brilhante; alto da cabeça marrom-avermelhado intenso; lado dorsal, coberteiras das asas e retrizes centrais verde-dourado-brilhante; as penas da barriga com margens ocre-acinzentadas; faixa transversal do uropígio branca; penas laterais do pescoço marrom-pálidas com pontos finais verde-enegrecidos brilhantes, as mais compridas atingindo até 23mm; retrizes laterais com bordas verde-brilhantes na ponta e barba externa; supracaudais vinho-enegrecidas; infracaudais marrom-avermelhadas; asa púrpura-enegrecida; bico vermelho com ponta escura e pés marrons.

Fêmea com fronte, garganta, peito, infracaudais e pontas de todas as retrizes marrom-avermelhados; lado dorsal, coberteiras das asas e flancos verde-dourados; faixa do uropígio ocre-esbranquiçada; supracaudais vinho-enegrecidas; meio da barriga marrom-acinzentado; retrizes laterais marrom-avermelhadas na base e com longa faixa subterminal verde-enegrecida, retrizes centrais e as supracaudais mais compridas verde-bronze; mandibula preta, maxila vermelha com ponta preta e pés pretos. Tamanho 7 cm e peso 2g tanto macho como fêmea.

Imaturo semelhante à fêmea, mas a garganta pode ser manchada de negro.

O que o difere do L. gouldii é que as penas laterais do pescoço são marrom-pálidas com pontos finais verde-enegrecidos brilhantes.

Subespécies

Não possui subespécies.

Alimentação

Alimenta-se principalmente de carboidratos, encontrado no néctar das flores, mas come também pequenos insetos.

Reprodução

Seu ninho é uma tigela sólida e rasa feita de material macio, como paina de gravatá, fiapos de xaxim, etc. e com sua parede externa não atapetada com líquens, como na maioria dos beija-flores. O ninho é colocado abertamente sobre um ramo horizontal ou uma forquilha de árvores e arbustos, a cerca de 2 metros acima do solo. A Fêmea põe geralmente 2 avos alongados e brancos, com um período de incubação de 13 a 14 dias. O jovem deixa o ninho em torno de 20 dias. O macho não ajuda na construção do ninho e nem na alimentação da prole.

Hábitos

Vive em áreas cultivadas, áreas abertas (jardins) e bordas de florestas úmidas até 950 m. Também encontrado em regiões de savanas e mostra uma afinidade para o cultivo do guandu. Encontrado geralmente solitário e é pouco agressivo, sendo manso e acessível. Com seu pequeno tamanho e voo estável, muitas vezes se assemelha a uma grande abelha se movendo de flor em flor.

Voz: Um alto “chik “é dado ao alimentar. O rápido bater das asas enquanto paira produz um som de zumbido, bem diferente do que a produzida por outros pequenos beija-flores.

Distribuição Geográfica

R ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Ocorre no nordeste da América do Sul a partir da Venezuela para o leste através das Guianas, ao nordeste do Brasil. Tmabém em Trinidad, mas não Tobago. No Brasil restrito ao norte do Rio Amazonas em Roraima, Amapá, Amazonas e Pará.

Status de conservação: LC ( IUCN ); Appendix II ( CITES ).

Referências

Galeria de Fotos